Carta a Mário de Andrade

A sua subordinação ao seu estado, e a sua pátria me comovem, e o por que eu gostaria que você soubesse é pelo fato de ser um mestre pra mim, ou por ter orgulho de ser quem você é que me faz sentir bem.

A sua idéia de dar um relacionamento crítico ao nosso passado de sangue e mortes, a sua facilidade e postura de escrever sobre o passado e conciliar com o nosso presente e até o futuro. É claro que suas músicas e suas noções de psicologia fazem-me perceber que os poemas se transformam em banhos de sangue e não apenas simplórias gotas.

Foi útil pelo Modernismo que vivo, foi um sensato trabalhor e explorardor de nossa pátria, você me fez ver que nada importa tanto quanto o seu berço, e suas culturas que valem a pena por fazerem a diferença.

Descanse em paz meu mestre e amigo, serviu e servirá aos meus propósitos de fazer uma vida digna de se viver.

Deseje o desejado

“Memórias da minha vida”

“No prozac afundava meus males
equando acordava deles
mevia num rodamoinho de
placebos e cânceres da
minha impiedosa angústia de viver”

“Agulhas que se enroscam em mim
que amavam por morfina
e semeavam a doença do olhar,
do sentir e do respirar.
Aquelas agulhas finas e de vidro
como os próprios copos
os de vinho e pílulas para minha dor
que cresce e se esfarela no meu,
eno teu álcool.”

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